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fev 13 2012

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Por que nem todos os terremotos causam tsunamis?

O termo “tsunami(em japonês: 津波) significa “porto” (tsu, 津) e “onda” (nami, 波). Tsunamis são muitas vezes referidos como ondas de maré. Um tsunami ou maremoto (do latim: mare, mar + motus, movimento) é uma série de ondas de água causada pelo deslocamento de um grande volume de um corpo de água, como um oceano ou um grande lago. Tsunamis são uma ocorrência frequente no Oceano Pacífico.  Devido aos imensos volumes de água e energia envolvidos, tsunamis podem devastar regiões costeiras. Sismos, erupções vulcânicas e outras explosões submarinas (detonações de artefatos nucleares no mar), deslizamentos de terra e outros movimentos de massa, impactos, e outros distúrbios acima ou abaixo da água têm o potencial para gerar um tsunami.

O que causam terremotos?

Os terremotos são fenômenos que podem ser causados por falhas geológicas, vulcanismos e, principalmente, pelo encontro de diferentes placas tectônicas. A maioria dos abalos sísmicos é provocada pela pressão aplicada em duas placas contrárias. Portanto, as regiões mais vulneráveis à ocorrência dos terremotos são aquelas próximas às bordas das placas tectônicas.  Às vezes as placas estão bem próximas e se afastam (fronteira em expansão) ou se atritam (fronteira em transformação), ou uma placa desliza abaixo de outra (zona de subducção). Isso também explica o porquê de lugares que têm encontros de placas são montanhosos, pois esses tremores ao decorrer do tempo fazem com que se formem picos, como o da Cordilheira dos Andes (lugar que existe encontro de placas), as Montanhas Rochosas (no Estados Unidos), O Monte Evereste, e entre outros, ou também as ações de vulcões, pois com o movimento das placas faz com que o magma seja lançado à crosta terrestre.

Japão, terra de terremotos

A explicação para que hajam muitos tremores no Japão é por que está situado próximo da junção tripla das placas do Pacífico, das Filipinas e da Eurásia,, quando elas se chocam causam tremores mais intensos que em outros lugares. É uma das áreas mais sismicamente ativas na Terra. Fica ao longo do Anel do Pacífico famoso do fogo e experimentou mais do que seu quinhão de terremotos e tsunamis.

Brasil, tem terremotos?

Na América do Sul, os países mais atingidos por terremotos são, o Chile, Peru e Equador, pois essas nações estão localizadas numa zona de convergência entre as placas tectônicas de Nazca e a Sul-Americana.

O Brasil está situado no centro da placa Sul-Americana, no qual ela atinge até 200 quilômetros de espessura, e os sismos nessa localidade, raramente possuem magnitude e intensidade elevadas. No entanto, existe a ocorrência de terremotos no território brasileiro, causados por desgastes na placa tectônica, promovendo possíveis falhas geológicas. Essas falhas, causadoras de abalos sísmicos, estão presentes em todo o território nacional proporcionando terremotos de pequena magnitude; alguns deles são considerados imperceptíveis na superfície terrestre. O Brasil está em cima de uma única placa tectônica, mas já contabiliza mais de 15 tremores de terra com magnitudes maiores ou iguais a 5.0 desde 1922.

Tsunami provocado por terremotos

Um tsunami é uma série de ondas gigantes geradas normalmente por abalo submarino súbito e violento próximo à costa ou no oceano. Terremotos, deslizamentos de terra, erupções vulcânicas, explosões nucleares e mesmo o impacto de meteoritos, asteróides e cometas podem gerar um tsunami. Tsunami é uma palavra japonesa que significa “onda de porto”.

As placas tectônicas se movimentam em cima do magma e quando chegam ao encontro de outra(s) placa(s) causam terremotos no solo ao redor, quando acontece isso no mar faz com que o movimento seja tão intenso que acaba provocando ondas gigantes, formando os tsunamis. Esses acontecimentos são fenômenos normais do nosso planeta, sempre ocorreram.

Quando as placas passam umas pelas outras embaixo do oceano, geram grandes terremotos que inclinam, afastam ou deslocam grandes áreas do leito oceânico a distâncias que podem medir de alguns quilômetros a mil quilômetros ou mais. Isso agita a superfície oceânica, desloca a água e provoca uma série de ondas gigantes.

Como é formado um tsunami?

Um tsunami é composto de uma série de ondas muito longas. A partir da área de origem, as ondas se movem na superfície do oceano em todas as direções, como as ondulações que se sucedem quando uma pedra é jogada em um lago.  As ondas gigantes podem passar despercebidas pelos navios em mar aberto, mas ao se aproximarem da terra, onde a água é mais rasa, tornam-se imensas e invadem tudo. As ondas de um tsunami podem se mover no oceano a velocidades de até 800 quilômetros por hora – quase tão rápido quanto um avião a jato.

O período de duração das ondas gigantes (o tempo que leva para duas cristas sucessivas passarem por um determinado ponto) pode variar de cinco minutos a 90 minutos. As cristas das ondas gigantes podem ter mil quilômetros de extensão, com espaçamentos entre ondas de alguns quilômetros a cem quilômetros ou mais, à medida que se movem pelo oceano.

Em mar aberto, o comprimento da onda de um tsunami pode chegar a 200 quilômetros, muitas vezes maior que a profundidade do oceano, que é da ordem de alguns quilômetros.  No oceano profundo, as ondas gigantes podem se mover a altas velocidades por longos períodos de tempo, cobrindo distâncias de milhares de quilômetros e perdem muito pouca energia no processo. Quanto mais funda a água, tanto maior a velocidade das ondas do tsunami.

As ondas gigantes chegam à costa como uma série de cristas (altos níveis de água) e depressões (baixos níveis de água) sucessivas – que ocorrem geralmente a intervalos de 10 minutos a 45 minutos. Quando entram nas águas rasas dos litorais, baías ou portos, a velocidade diminui para 50 a 60 quilômetros por hora.

À medida que as ondas do tsunami se comprimem perto da costa, seu comprimento diminui e a energia é dirigida para cima, aumentando sua altura consideravelmente. Exatamente como na arrebentação comum, a energia das ondas gigantes é contida em um volume menor de água, de modo que a altura das ondas aumenta.

Assim, uma onda de um metro ou menos no oceano profundo pode atingir de 30 a 35 metros quando quebra no litoral. Se as ondas do tsunami chegam com a maré alta ou se há ondas de tempestade presentes, os efeitos serão cumulativos e a inundação e destruição serão ainda maiores.

Sobre tsunami destrutivos

Os tsunamis mais destrutivos são gerados por terremotos grandes e à pouca profundidade, com epicentros ou linhas de fratura ao nível do leito oceânico ou próximos dele. Eles ocorrem geralmente em regiões do mundo caracterizadas por subducção tectônica ao longo de fronteiras de placas tectônicas.

Uma vez que o tsunami é gerado, sua energia se distribui por toda a coluna de água acima do local do terremoto, independentemente da profundidade do oceano.Tsunamis podem ser gerados em qualquer oceano do mundo, mar interno ou grande corpo d’água, mas a maior parte ocorre no Oceano Pacífico ou próximo dele. Isso acontece porque o Pacifico cobre mais de um terço da superfície da terra e é circundado por uma série de cadeias de montanhas, fossas oceânicas e arcos de ilhas chamados de “anel de fogo”, onde ocorre a maioria dos terremotos (costas da península de Kamchatka, Japão, ilhas Kurilas, Alasca e América do Sul). Muitos tsunamis são gerados também nos mares que fazem fronteira com o Oceano Pacífico.

Um dos tsunamis maiores e mais destrutivos já registrados foi gerado em 1883 após a explosão e colapso do vulcão Krakatau (Kracatoa) na Indonésia. A explosão gerou ondas que atingiram 41 metros e destruíram cidades e vilas costeiras ao longo do estreito de Sunda, nas ilhas de Java e Sumatra, matando 36.417 pessoas. Alguns geólogos acreditam que a explosão ou colapso do vulcão de Santorini no Mar Egeu destruiu a civilização minóica de Creta em 1490 A.C.

Na última década ocorreram tsunamis destrutivos na Nicarágua (1992), Indonésia (1992, 1994, 1996), Japão (1993, 2011), Filipinas (1994), México (1995), Peru (1996, 2001), Papua-Nova Guiné (1998), Turquia (1999) e Vanuatu (1999).

Terremoto e Tsunami na Indonésia, Sumatra, 1994

Um terremoto de magnitude 9,0 na escala Richter na costa da ilha Sumatra  na Indonésia, provocou um tsunami que varreu o oceano Índico em 26 de dezembro de 2004. O total de mortes foi superior a 200.000 pessoas.

Três meses depois, em 28 de março de 2005, um tremor com magnitude de 8,7 chacoalhou a região novamente, matando mais de mil pessoas e destruindo centenas de casas. Foi dado um alerta de tsunami, e os residentes fugiram para o interior da ilha. Dessa vez, no entanto, o movimento resultante da água mal foi percebido. Um tsunami de três metros causou alguns danos a um porto próximo, e movimentos de um metro foram observados em alguns locais ao longo da costa da Sumatra. Por sua vez, os tsunamis de dezembro mediam 10,5 m quando chegaram à praia.

No início de abril de 2005, outra série de terremotos com magnitude de 6,0 a 6,9 atingiu a mesma região. Mais uma vez, nenhum tsunami significativo foi gerado.

Imagens USGS - Os epicentros e magnitudes dos grandes terremotos no Oceano Índico, de dezembro de 2004 a abril de 2005

Terremoto e Tsunami no Japão, Tohoku, 2011

Um terremoto de 9.0 graus de magnitude devastadora abalou a costa leste de Honshu, no Japão, na manhã de sexta-feira, desencadeando um tsunami de 30 metros de altura que tem causado os EUA Serviço Nacional de Meteorologia a emitir um aviso para pelo menos 50 países ou territórios em todo o Pacífico. O terremoto provocou uma alteração de 16,9 centímetros no eixo da Terra, deslocou o país quatro metros para o leste, além de acelerar em 1,8 milionésimo de segundo o movimento de rotação do planeta.

As ondas do tsunami chegaram ao Havaí, onde as autoridades ordenaram a evacuação das zonas costeiras.O estado do Havaí estimou os danos à infra-estrutura pública em três milhões de dólares, com danos privados ainda maiores. Uma casa foi levada para o mar.

Em Guam, dois submarinos de ataque dos Estados Unidos foram retirados de suas amarras, mas logo foram tomados ao abrigo do reboque. O Centro de Alerta de Tsunami da Costa Oeste dos Estados Unidos e do Alasca emitiram um alerta de tsunami para as zonas costeiras da Califórnia e do Oregon. Na Califórnia, o porto em Crescent City foi atingido por ondas de tsunami de oito pés, com docas e cerca de 35 barcos severamente danificados, enquanto o porto de Santa Cruz estimou prejuízos de 10 milhões de dólares como resultado dos danos, com outros 4 milhões de dólares em danos em embarcações que atracam ali. A Ilha Catalina, na Califórnia e Brookings, no Oregon, também sofreram danos.

Ao longo da costa do Pacífico no México e na América do Sul, foram registrados surtos de tsunami, mas na maioria dos lugares causou pouco ou nenhum dano. O Peru relatou uma onda de 1,5 m e mais de 300 casas foram danificadas na cidade de Pueblo Nuevo de Colan e Pisco.

Todos os terremotos geram tsunamis?

Não são todos os terremotos que geram tsunamis. Geralmente é necessário um terremoto com magnitude acima de 7,5 pontos para produzir um tsunami destrutivo. Por que alguns terremotos resultam em tsunamis significativos e outros não? O tsunami depende de 3 fatores_:

1. Fator: magnitude, a força do terremoto

Diversos fatores determinam o tamanho de um tsunami após um terremoto. Um deles é a magnitude (força) do terremoto em si. A magnitude de um tremor indica a energia que ele libera, é uma medida da amplitude da maior onda sísmica registado para o sismo, deve exceder um certo limite Magnitudes são medidos em uma escala logarítmica, por isso um tremor de magnitude-5 teria ondas sísmicas que são 10 vezes maior em amplitude do que um terremoto de magnitude-4. Na escala Richter, a diferença em uma unidade de medição significa que cerca de 30 vezes da energia é liberada. Assim, seriam necessários 30 terremotos de magnitude 8,0 para equivaler à quantidade de energia liberada por um tremor de magnitude 9,0!

O terremoto de magnitude  9,0 do Japão foi o suficiente para desencadear uma tsunami, mas o de magnitude 7,7 terremoto que atingiu a Indonésia em outubro de 2010 apenas ultrapassou o limiar para causar um tsunami.

No caso do tremor de Sumatra em dezembro de 2004, o deslize ao longo da linha da falha se estendeu por mais de 850 km. Esse deslocamento que ocorreu no terremoto de março teve cerca de 250 km de comprimento. Como resultado, o terremoto de dezembro liberou cerca de três vezes a quantidade de energia do de março. Assim, ainda que os números em magnitude pareçam muito próximos, o terremoto de março foi consideravelmente menor que o que ocorreu em dezembro.

“Terremotos inferior a 7,5 ou 7,0 geralmente não provocam tsunamis”, disse o geofísico Don Blakeman, do Centro Nacional de Pesquisa Geológica dos EUA Terremoto de Informação. “No entanto, às vezes 6.0 terremotos podem desencadear tsunamis locais, que são menores e menos destrutivo.”

2. Fator: direção do movimento do terremoto

A direção e o tipo de deslize também têm seu papel. Terremotos provocam tsunamis quando a atividade sísmica faz com que a terra ao longo das linhas de falha para se movam para cima ou para baixo. O movimento do terremoto possui componentes horizontais e verticais. Quando partes do fundo do mar mudam na vertical, colunas de água inteiras são desalojadas. Isso cria uma “onda” de energia, o que impulsiona a água. Terremotos que empurram terra, principalmente na direção horizontal são menos propensos a causar as ondas devastadoras

O tremor de Sumatra dezembro foi mais vertical que horizontal, mas o de março foi mais horizontal que vertical. Os terremotos verticais têm uma probabilidade muito maior de causar um tsunami. Um movimento horizontal pode ocasionalmente resultar em tsunami, talvez causando uma alteração no nível do mar próximo ao epicentro. Para destruição devido ao tsunami e alterações no nível do mar ocorrerem em uma área maior, a magnitude precisa ser de pelo menos 7,9.

3. Fator: profundidade, topografia do fundo do mar

Outro fator é a profundidade de água na qual ocorre o deslize. No tremor de Sumatra em dezembro, o oceano ao redor da área da falha tem 2.000 metros de profundidade. Ainda que seu epicentro estivesse a apenas 200 km de distância, o tremor de março ocorreu na plataforma continental, onde a água tem apenas algumas centenas de metros de profundidade. Assim, foi deslocada uma quantidade muito menor de água do mar quando o terremoto fez com que o leito oceânico subisse.

A altura de uma onda de tsunami é influenciada pelo movimento vertical do solo, sendo  que as mudanças na topografia do fundo do mar podem amplificar ou atenuar uma onda. Quando se deslocam no oceano, uma onda tsunami normalmente viaja a até 500 ou 600 milhas por hora – aproximadamente a velocidade de um jato. Mas isso diminui à medida que se aproxima da terra.

Uma coisa que não afeta os tsunamis é o tempo. Porque eles são alimentados por energia a partir de deslocamento no fundo do oceano , as ondas não são significativamente afetados por condições meteorológicas.

Quando ocorre um terremoto, os sismólogos atuam rapidamente para determinar se haverá um tsunami, bem como seu possível tamanho. Isso é difícil de se fazer até que eles saibam os detalhes do terremoto. É preciso mais do que meramente ter os instrumentos de detecção de tsunami ou medir os eventos quando eles acontecerem.

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Fonte e leituras recomendadas:

Material geral e educativo sobre tsunamis está disponível em:  http://www.tsunami.org/

Site do Centro de Informações Internacionais sobre Tsunamis do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA:http://www.prh.noaa.gov/itic/library/about_tsu/faqs.html

Informações sobre tsunamis e terremotos do Serviço Geológico dos EUA (USGS) estão disponíveis em: http://walrus.wr.usgs.gov/tsunami/

Os links sobre tsunamis e terremotos do USGS estão disponíveis em: http://walrus.wr.usgs.gov/tsunami/links.html

The Great Waves, brochura sobre tsunamis da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica está disponível em:

Terremotos no Brasil http://www.brasilescola.com/brasil/terremotos-no-brasil.htm

Sismo e tsunami de Tohoku de 2011

A Terra – Um Planeta VivoMais Terremotos, Mas Por Que Não Tsunamis?

Site our Amazing Planet

Site Lifes Little Mysteries

Link permanente para este artigo: http://blog.suri-emu.co.jp/?p=162

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