«

»

jan 17 2012

Imprimir Post

Jieitai: soldados japoneses na recuperação das áreas atingidas pelo terremoto e tsunami.

No terremoto de Kobe, a ajuda dos voluntários de todo o Japão, foi importante para dar assistência e ajudar na reconstrução. O mesmo aconteceu em Niigata. Em Tohoku, os voluntários estiverem presentes, mas em menor número, isto devido às restrições impostas pelos problemas da radioatividade em Fukushima.

Entrou em ação, a 自衛隊  Jieitai, Forças de Autodefesa  do Japão (FAJ) para os trabalhos mais especializados e próximos da Usina. A Jieitai sempre está presente em todas as ocasiões onde ocorrem desastres naturais. O Japão não é um país que faz propaganda de cunho político divulgando os trabalhos nobres e elogiáveis da Força de Autodefesa.

Para uma grande parte dos desabrigados, o primeiro onigiri depois do terremoto, foi cozinhado pelos soldados da Jieitai. Como também o primeiro banho, após muitos dias… A primeira estrada recuperada também foi um grande esforço deste homens, que trabalharam horas, quase sem descanso, após o desastre natural…

Milhares de soldados japoneses e americanos foram os responsáveis pela grande operação aérea e marítima para localizar corpos de vítimas do terremoto e tsunami de 11 de março, na costa nordeste do Japão. A busca dos corpos mobilizou 120 aviões e helicópteros, além de 65 navios ao longo da devastada costa nordeste. No total, 24.000 militares dos dois países aliados participaram na operação.

Busca dos corpos, salvamento de pessoas, transferência dos desabrigados para refúgios, comida, banho, recuperação de estradas, construção de abrigos, limpeza dos escombros, e imensuráveis serviços e trabalhos prestados pelos soldados japoneses.

Em outra ocasião, postarei as cartas das crianças, idosos, adultos, que agradecem de coração toda a assistência recebida, não somente material, mas espiritual. Hoje postaremos algumas fotos onde o Jieitai atuou e vem atuando na recuperação das áreas atingidas.

No You Tube foi divulgado um vídeo com a ação da Jieitai nas áreas atingidas. Estas imagens não foram veiculadas na TV japonesa. Por que? No Japão, mesmo em grandes desastres como foi o terremoto, tsunami e crise nuclear, imagens fortes como corpos da vítimas não são veiculadas. Em respeito à vidas destas pessoas, em respeito à vida dos familiares sobreviventes.

Vou postar o video, mas quem não quiser ver, poderá pular esta parte e seguir a leitura do post.

VIDEO

O próximo vídeo, foi colocados no You Tube em homenagem aos trabalhadores incansáveis da Jieitai e também como uma forma de agradecimento das vítimas das áreas afetadas.

VIDEO

Mas afinal de contas o que é o Jieitai?

As Forças de Autodefesa do Japão (FAJ)(em japonês: 自衛隊 Jieitai) são as forças armadas do Japão, criadas com o fim da ocupação dos Estados Unidos posterior à Segunda Guerra Mundial. Ao longo da maior parte do período pós-guerra a atuação das FAJ esteve confinada às ilhas japonesas, e suas tropas não podiam ser empregadas em território estrangeiro; recentemente, no entanto, elas voltaram a estar envolvidas em operações internacionais de manutenção de paz.

Com a derrota na Segunda Guerra Mundial o Japão abriu mão incondicionalmente de todas as forças armadas japonesas. A atual Constituição proíbe o Japão do pós-guerra de manter as forças militares e de levar a guerra para resolver disputas internacionais.

Embora a posse de armas nucleares não seja proibida explicitamente na constituição, o Japão, como único país a ter sofrido a devastação de um ataque nuclear, expressou desde cedo seu repúdio a este tipo de armas e a sua determinação em nunca adquiri-las.

As Forças de Autodefesa do Japão foram divididos em três ramos militares:
Força Terrestre de Autodefesa do Japão (陸上自衛隊 Rikujō Jieitai) é a atual é a força terrestre militar (exército) do Japão. Atualmente possui um exército eficiente de 148 mil homens,sendo o maior dos três ramos das Forças de Autodefesa do Japão. Possui sede a leste de Tóquio

Força Marítima de Autodefesa do Japão (海上自衛隊 Kaijō Jieitai) é a atual é a força naval do Japão que conduz dois tipos de operações com a finalidade de defender o Japão: a proteção do tráfego marítimo e garantir o território japonês. A Força Marítima de Autodefesa do Japão tem uma força de pessoal de 46.000 oficiais, operando cerca de 110 navios de guerra mais importantes, incluindo 18 submarinos, 47 destróieres e fragatas e 29 navios de guerra limpa-minas, nove embarcações de patrulha e nove navios anfíbios Possuem também 179 aeronaves de asa fixa e 135 helicópteros. A maioria desses aviões são utilizados em operações de guerra anti-submarino e de minas.

Força Aérea de Autodefesa do Japão (航空自衛隊 Kōkū Jieitai) é a atual é a força aérea do Japão. A Força Aérea de Autodefesa do Japão mantém uma rede integrada de instalações de radar e centros de defesa em todo o país. A nação conta com interceptor de aviões-caça e mísseis terra-ar para interceptar aeronaves hostis. Ambos os sistemas foram melhorados a partir dos anos 1980. Aviões obsoletos foram substituídos no início de 1990 por modelos mais sofisticados, e mísseis Nike-J foram sendo substituídos por novos sistemas Patriot.

Para conhecer um pouco da História do Jieitai

A conduta das Forças Armadas Imperiais Japonesas até a derrota do país na Segunda Guerra Mundial teve um impacto profundo e duradouro nas atitudes da nação a respeito de guerras, forças armadas, bem como do envolvimento militar na política. Estas atitudes ficam aparentes imediatamente na aceitação do público não apenas da desmobilização e do desarmamento total e da remoção de todos os líderes militares de cargos públicos depois da guerra, mas também do banimento constitucional a qualquer tipo de rearmamento.

Sob o general Douglas MacArthur, do Exército dos Estados Unidos, que servia como Comandante-Supremo das Potências Aliadas, as autoridades de ocupação aliadas estavam comprometidas à desmilitarização e democratização do Japão. Todos os clubes, escolas e sociedades associadas com as forças armadas e as artes marciais foram eliminadas; a própria prática das artes marciais chegou a ser banida. O estado-maior foi abolido, juntamente com os ministérios do exército e da marinha, bem como o exército e a marinha imperiais. As indústrias que serviam às forças armadas também foram desativadas.

Privado de qualquer poderio militar após 1945, o Japão dependia das forças de ocupação e duma pequena força doméstica de polícia para fazer sua segurança. As crescentes tensões da Guerra Fria na Europa e na Ásia, aliadas a greves e demonstrações de inspiração esquerdista fizeram com que alguns líderes mais conservadores questionassem a renúncia unilateral de todas as capacidades militares. Estes sentimentos se intensificaram em 1950, quando a maior parte das tropas de ocupação foram transferidas para o teatro da Guerra da Coreia (1950-53), deixando o Japão praticamente sem defesa, e muito consciente da necessidade de iniciar uma relação de defesa mútua com os Estados Unidos visando garantir a segurança externa do país. Encorajado pelas autoridades de ocupação americanas, o governo japonês autorizou, em julho de 1950, a criação de uma Reserva Nacional de Polícia, que consistia de uma infantaria leve formada por 75.000 homens.

Em meados de 1952 a Reserva Nacional de Polícia foi expandida para 110.000 homens, e recebeu o nome de Forças de Segurança Nacional. A Força de Segurança Costal, que havia sido organizada em 1950 como uma equivalente marítima da Força Policial Nacional, foi transferida para a Agência de Segurança Nacional, formando uma forma embriônica de marinha.

Fonte: Wikipedia

Link permanente para este artigo: http://blog.suri-emu.co.jp/?p=243

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode usar estas tags e atributos HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

* Copy This Password *

* Type Or Paste Password Here *

Translate »