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jan 17 2012

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Por que o Japão se reerguerá pós terremoto… #bestrong #gambarenippon

O texto abaixo de Demétrio Sena, vem de encontro com nossas reflexões, nossa vivência, nossa crença de que o Japão se reerguerá mais uma vez, como aconteceu depois da Segunda Guerra, depois do terremoto de Hanshin Awaji (Kobe) e agora depois do último terremoto e tsunami em Tohoku. Nós também fazemos parte deste processo, participamos, sofremos, choramos, rimos e juntos oramos! Cada um fazendo sua parte! E a lição que aprendemos: prevenção! Para um mundo melhor!

O JAPÃO CONSEGUIRÁ SE REERGUER

O mesmo Japão que jamais se esquecerá da “rosa”, como Vinícius classificou a poeira atômica, mas conseguiu vencer seu trauma e crescer, tornar-se uma superpotência, certamente se reerguerá mais uma vez.

É uma grande nação, na pobreza ou na riqueza. Tem um povo admirável. Cabe àquele povo esse bordão criado para o brasileiro, de que não desiste nunca. É o japonês que não desiste nunca. Persiste sempre, e chega lá.

Não há povo mais trabalhador e humilde; mais pacífico e organizado; mais educado e longânimo.
Trata-se de uma nação que ama a paz por conhecer os    efeitos da guerra.
Que se apegou ao trabalho, por conhecê-lo como a única forma de progredir.
Que não ambiciona o domínio de outras nações, porque se reconhece autossuficiente.

O Japão é uma realidade que, ao cair, já se configura uma promessa de soerguimento. Promessa mesmo. Jamais uma ameaça de revanche ou forra, cobrando de outros países os preços de seus infortúnios naturais ou decorrentes de algum passo mal sucedido.

Um terremoto, ainda que gigantesco, não será o fim do Super Japão. Nem mesmo a nova grande ameaça radioativa que se afigura e ganha corpo. Estou convicto de que os japoneses reagirão. Renascerão do ponto em que houverem desfalecido e surpreenderão mais uma vez as nações do mundo inteiro, com sua dignidade, força e fé na vida.

Se qualquer outro país tivesse passado pelo que o Japão ora passa, e pelo que passou há quase setenta anos, dificilmente conseguiria despontar de novo como grande nação. Muito menos duas vezes.

Seria grande o esmorecimento popular, e no meio político, neste caso posso citar o Brasil, haveria grande movimentação, sim, mas cada um por si. Todos querendo salvar a própria pele; em segundo plano suas famílias, em último a população. Seria o caos completo e ninguém falaria a mesma língua. O Brasil se tornaria uma torre de Babel da contemporaneidade, como já não é muito diferente.

Mas ainda podemos aprender com os japoneses.

Com a sua solidariedade, sua organização, seu tino para reagir, e, sobretudo, com a suprema educação pessoal. As boas maneiras que não os deixam tentar se sobrepor aos compatriotas. Como todo o mundo, os japoneses querem se dar bem, mas não a qualquer preço. Não há qualquer “jeitinho japonês” semelhante ao famoso jeitinho brasileiro para cada situação.

Que o admirável povo japonês se reerga logo. Sem maiores sofrimentos. E continue a nos dar lições de vida, com as suas virtudes cotidianas de um povo, acima de tudo, patriota.

Demétrio Sena – Magé – RJ.

Recanto das Letras

No site da Globo, encontrei este resumo da recuperação pós terremoto.
Japão é exemplo de rapidez na reconstrução pós-tragédias

 

Quatro meses após tsunami, ficaram prontas 37 mil das 50 mil casas temporárias

Em 11 de março do ano passado, o Japão foi devastado por um terremoto de magnitude 8,9 na escala Richter – o maior da história do país -, seguido de um tsunami que varreu a costa nordeste e pôs o Japão sob risco de um vazamento nuclear. 

A reconstrução das áreas atingidas não tardou. Apenas seis dias depois da tragédia, que matou mais de 15 mil pessoas, uma rodovia destruída em Naka, na província de Ibaraki, estava reconstruída. Foram recuperados 150 metros, que faziam a ligação da província com Tóquio.

O aeroporto de Sendai, que foi destruído pelas ondas, ficou com o terminal coberto de lodo e tinha carros empilhados, resto de aeronaves e até barcas por toda a pista, reabriu parcialmente 32 dias depois da catástrofe. O primeiro avião a pousar trazia a mensagem “Ânimo Japão”.

Quatro meses depois, em julho, ficaram prontas 37 mil das 50 mil casas temporárias que precisavam ser construídas nas áreas mais atingidas.

Além disso, na província de Iwate já tinham sido retirados 52% dos escombros e em Miyagi, 30% de todo o entulho que estava nas ruas. Em Fukushima, onde havia uma usina nuclear, 27% dos escombros já haviam sido recolhidos, segundo o Ministério do Meio Ambiente japonês.

Através deste vídeo, os japoneses agradecem a ajuda recebida por diversas  nações, povos, no mundo inteiro.

*vídeo http://youtu.be/SS-sWdAQsYg

Link permanente para este artigo: http://blog.suri-emu.co.jp/?p=245

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