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dez 14 2011

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Lições do Terremoto de Kobe, 17/01/1995! Da destruição à reconstrução, a participação ativa da comunidade!

17 de Janeiro de 1995 – Terremoto Hanshin-Awaji (Kobe)

Quando ocorreu o grande terremoto de Kobe 7,2 graus (escala Richter), milhares de brasileiros viviam no arquipélago japonês, com certeza todos se assustaram com os horrores causados pelo desastre natural que durou pouco mais de 20 segundos.

Há mais de 16 anos atrás, as informações sobre prevenção e cuidados com terremotos ainda não eram divulgados intensamente como nos dias de hoje.

Na região atingida um total de 6.434 pessoas das quais 8 brasileiros perderam suas vidas… Mais de 40 mil pessoas ficaram feridas e quase meio milhão de casas foram destruídas e sofreram danos…

A maioria das vítimas eram pessoas idosas e pessoas que viviam em construções antigas. Como a água e infraestrutura de transporte entraram em colapso, uma grande quantidade de serviços não estavam disponíveis quando foi mais necessária.

Evacuados enfrentaram dificuldades de acesso a serviços médicos, alimentação e habitação por um período considerável de tempo após o terremoto.

Desde então, a comunidade brasileira começou a se preocupar e se dedicar mais à orientação daqueles que vivem no Japão. As províncias e prefeituras elaboraram Manuais de Prevenção em português e atualmente em quase todo o território japonês onde se concentram brasileiros, é possível encontrar informações, manuais, panfletos explicativos editados em português.

As manchetes do Estado de São Paulo, estamparam na primeira página o terremoto de Kobe.

 Plano Fênix de Hyogo-A Reconstrução de Kobe

O terremoto deixou claro que Kobe não era física, social, econômica ou institucionalmente resistente a desastres. Precisava-se de uma nova estratégia de desenvolvimento. Em juho de 1995, a cidade estabeleceu o Plano de dez anos para Reconstrução de Kobe. Adotou as comunidades como unidades de condução do plano.
Em um desastre, grupos comunitários podem responder mais eficazmente às necessidades imediatas do que um governo central. As unidades são divididas pelos distritos das escolas primárias, que geralmente tem cerca de 10 mil pessoas. Atualmente, 187 municípios estabeleceram tais grupos. Espera-se que as unidades recolham sugestões da população, chequem a durabilidade das estruturas e realizem eventos de simulação de desastres.
O objetivo do Plano de Reconstrução de Kobe foi reerguer a cidade através da promoção de comunidades e do fortalecimento da economia e da cultura, incentivando um processo multilateral de tomada de decisão. No curto prazo, o foco foi a recuperação rápida de infraestrutura urbana, enquanto a criação de uma sociedade resiste a desastres naturais é o objetivo a longo prazo.
Em geral, os moradores agora tem um papel muito maior na gestão da cidade. 95% da população participa de grupos de reação a desastres, um aumento enorme em comparação aos 27% de antes do terremoto e aos 67% a nível nacional.
Ao londo do processo, melhorias sociais também foram implementadas. Apurou-se que os laços existentes entre as comunidades podem aumentar a resiliência de um bairro. Esta ligação definitivamente melhorará a eficácia de vários projetos. Promover essas relações é uma parte importante do trabalho em curso em Kobe. Além disso, houve um compartilhamento de experiência da cidade: mais de 40 técnicos foram enviados a países como Turquia, China, Sumatra, Paquistão e Taiwan..

 Fontes: Cidades Sustentáveis

O registro em fotos do Grande Terremoto de Hanshin-Awaji, Kobe

O terremoto de Kobe não foi tão registrado em fotos, filmes, videos como o recente Terremoto de Tohoku, em 11 de março de 2011. Porém as imagens da cidade em fogo, dos desabrigados em pleno inverno, da solidariedade de pessoas, instituições, empresas que fizeram um trabalho voluntário precioso, enfim, tudo isso e mais, são lembranças que não mais se apagarão de nossas memórias, principalmente quem estava no Japão na ocasião.

A empresa Suri-Emu desde o terremoto de Kobe, vem se empenhando em dar treinamentos, orientações de prevenção contra desastres naturais aos novos funcionários, principalmente, `aqueles que desembaravam pela primeira vez no arquipélago japonês. Utilizando-se de fotos de revistas japonesas, vídeos, ilustramos as diversas situações que podem ocorrer durante e depois do terremto, bem como reforçamos sempre a importância de estarmos sempre prevenidos e informados.

As fotos abaixo, são de uma revista japonesa,  que ilustraram durante muito s anos nossos treinamentos e postamos para conhecimento dos leitores. O tsunami causa estragos, mas o fogo também, como em Kobe, que foi marcado pelos desmoronamentos das antigas construções, deixando um alerta geral para todo o Japão, em termos de revisar as estruturas das casas e prédios, bem como atentar aos cuidados com móveis e objetos que podem cair quando um grande terremoto acontece.

Mais informações de Kobe:

 

Livro de Osny Melo – Kobe, Terremoto da Coragem e da Vergonha. Depoimento de quem estava lá…. Pode ser lido online no link

Lessons from Rebuilding Kobe after the 1995 Hanshin Earthquake – David W. Edgington –  Link

 O vídeo abaixo foi editado somente em japonês, mas mesmo não entendendo o idioma, as imagens são suficientes para compreendermos o pavor que assolou todos os moradores de Kobe. 

*

Link permanente para este artigo: http://blog.suri-emu.co.jp/?p=286

2 comentários

  1. Marcos de Souza

    Eu Amo e sempre AMAREI o JAPÃO.
    E Tenho Motivos pra isso.
    Morei em OSAKA durante um ano. Trabalhando. SOU MUSICO.e repito.
    EU AMO O JAPÃO.

  2. Celso

    Eu vivenciei pessoalmente tudo isso. Nesse dia, eu estava no Japão. Não exatamente nesse lugar, mas, numa província próxima (Shiga), trabalhando. Era de madrugada, e de repente, tudo balançou, como se estivesse dentro de um trem. Não aconteceu nada de grave onde eu estava além disso. Ninguém se machucou, nada foi danificado, tudo não passou de um susto. Mas, então, quando terminei o serviço, voltei para o apartamento, liguei a TV e vi o noticiário: Fiquei chocado com o que tinha acontecido.

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