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jun 08 2012

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Ajude a valorizar a Vida! Prevenção contra suicídios e depressão dos brasileiros no Japão!

Quem já não passou por uma situação em que um colega, um amigo ou mesmo um familiar estava atravessando uma fase ruim, um momento de depressão e pensava em suicídio? Alguns até já vivenciaram ou conheceram pessoas que até tentaram o suicídio, ou mesmo que chegaram a se suicidar no Japão…

Os brasileiros que estão no Japão têm como meta melhorar sua qualidade de vida. Mas esse sonho pode se deparar com alguns obstáculos como problemas psicológicos causados pelo excesso de trabalho, como estresse e depressão, falta de adaptação à cultura diferente, saudades da família, falta de lazer e amigos,  que nem sempre são tratados por falta de informação. 

.No Japão:

#NHK Governo japonês preocupado com a taxa de suicídios que em 14 anos seguidos apresenta números acima de 30,000 casos/ano, apesar de diminuir sensivelmente a cada ano. Dados de 2011 – acima de 60 anos  -> 5,547 pessoas – 50 a 60 anos -> 5,375 pessoas  –  40 a 50 anos -> 5,063 pessoas  – 20 a 30 anos -> 3,304 pessoas abaixo de 19 anos -> 622 pessoas. Na faixa dos 20 anos, um dos motivos apontados é o fracasso na colocação após a faculdade, desemprego. Governo planeja novas metas para prevenção de suicidios.  (Fonte NHK)

No Japão também ocorrem suicídios de brasileiros, em número muito menor, insignificante em relação aos dados acima, mas ainda acontece. Como prevenir? Fazer amigos, conversar com amigos é muito importante!! Se conhecer alguém com sintomas depressivos indique assistência médica ou os postos de atendimento em português, como o Disque Saúde, o LAL e outras instituições.

Entre os brasileiros, só o balcão de atendimento para consultas sobre suicídio de Hamamatsu recebeu 1.620 consultas nos últimos dois anos. O serviço foi adotado em parceria com o Centro de Psicologia, Saúde e Bem-Estar de Hamamatsu, com o objetivo de prevenir casos de suicídio entre os brasileiros que vivem na cidade.

De acordo com o centro, depois da crise financeira de 2008, muitos brasileiros foram embora, a comunidade diminuiu e quem permaneceu no Japão acabou ficando sem amigos. Muitos começaram a se isolar.

Aliado a isso, problemas econômicos e o estresse provocado pela diferença cultural teriam ajudado na deterioração da saúde mental dos estrangeiros, com o surgimento de problemas como depressão e esquizofrenia. O número de pessoas que necessitam de tratamento também estaria aumentando.

(Fonte: Portal Web News)

 

——————————–  Problemas mais comuns  ——————————-

No artigo da Gambare, a psicóloga Elisa Honda descreveu os problemas mais comuns entre os brasileiros atendidos na Associação Internacional de Tochigi:

Depressão – O paciente tem ponto de vista negativo em relação ao trabalho, à sociedade que o rodeia à vida pessoal. Costuma ter crises de choro, perda de apetite, insônia ou sono excessivo.

Distúrbio do pânico  – São diversos tipos de fobia que podem aflorar, entre elas, medo de morrer, de sair de casa e de atravessar um túnel. Muitos passam a ter suor excessivo e tonturas. Esses sintomas podem aparecer se o trabalhador sofre problemas na fábrica, por exemplo, criando medo de ir à empresa.

Estresse –  O estresse é uma das principais causas da depressão. Os sintomas são irritação com os colegas de trabalho e com a família, dificuldade de concentração causada por longas horas de jornada de trabalho ou ambiente social desfavorável na fábrica – ocasionando queda no rendimento do serviço -, insônia e ansiedade.

Problemas conjugais  – Um dos motivos das brigas entre o casal é o estresse do trabalho. O pai ou a mãe tem pouco tempo para ficar com os filhos. A relação entre o casal esfria devido ao tempo de trabalho, com o marido trabalhando de dia e a mulher de noite, por exemplo.

Distúrbio bipolar – Todos ficam alegres ou tristes, mas esses sintomas em excesso precisam ser tratados. O paciente oscila entre a depressão quando se fecha no quarto, não quer falar com ninguém e deixa de cuidar de si mesmo. Mas quando está alegre, perde o controle: faz compras de alto valor ou ligações internacionais por horas.

Esquizofrenia –  As pessoas imaginam coisas que não existem, tornando-se agressivas. A agressividade surge porque ouve vozes falando que os colegas de trabalho estão contra essa pessoa, por exemplo. Não acorda no horário e não consegue mais trabalhar. Pode ficar olhando para o nada por horas.

Dependência de drogas – Dependente de maconha, cocaína e álcool. Não está relacionado com o trabalho, mas as pessoas podem apresentar tendência para o vício.

Distúrbio de aprendizagem  – Atendimento de crianças brasileiras que não se adaptaram ao ambiente da escola japonesa, principalmente para aquelas que estudaram alguns anos no Brasil, vieram ao Japão e entraram no meio do ensino.

Distúrbio obsessivo compulsivo  – Não tem relação com o trabalho, mas a pessoa pode, por exemplo, verificar várias vezes se a porta ou a janela da casa está fechada ou perder o compromisso por certificar-se compulsivamente se a torneira está fechada.

—————————  Dez ações para ter qualidade de vida  —————————–

1 – Seja otimista
Encare a chance de estar no Japão como uma oportunidade de aprendizado. Essa mudança de ponto de vista é fundamental para quem quer ser bem-sucedido. O otimista consegue superar as dificuldades com mais leveza de espírito e ainda aprende a lição com os obstáculos que aparecem pelo caminho. Quem costuma sentir emoções negativas acaba ficando preso ao sofrimento.

2 – Faça amizades
Manter um círculo social de amigos é fundamental para não se isolar. O isolamento, a solidão, é o primeiro passo para a depressão. Quem tem a mente aberta encontra outras pessoas com quem tem afinididade de maneira mais fácil. Ter um ombro amigo sempre ajuda.

3 – Namore
Namorar, ter um relacionamento amoroso, faz bem à saúde. Quem passa a temporada no Japão solitário, sem amigos e sem namorar corre sério risco de cair em depressão. Amar e ser amado ajuda a encontrar um caminho mais leve para a vida.

4 Tenha seu tempo de lazer
É preciso aproveitar o tempo livre para passear, praticar esportes, ler um livro. Divirta-se. Bata uma bola de final de semana com os amigos da fábrica, vá a um parque de diversões, coma em um restaurante novo, por exemplo.

5 -Cuide da saúde
A maioria só vai ao médico quando a situação ultrapassa o limite do suportável. Mas quem trabalha em fábrica e realiza movimentos repetitivos precisa fazer acompanhamento médico com freqüência, principalmente quem tem mais de 40 anos. Conheça as necessidade de seu corpo e sua mente.

6 – Durma bem
Quem dorme bem, vive mais. O sono é um dos principais ingredientes da longevidade. Mas é preciso ter um sono de qualidade, um sono profundo. Quem faz nikotai são os principais prejudicados, pois dificilmente conseguem ter um ritmo de sono.

7 – Alimenta-se com equilíbrio
As últimas pesquisas médicas comprovam que você é aquilo que come. Uma alimentação equilibrada e sem exageros é um caminho importante para manter uma qualidade de vida saudável. Dê preferência para alimentos naturais. Fast food, refrigerantes e enlatados nem pensar.

8 – Ajude as pessoas
Demonstrar solidariedade com o próximo e ter bons pensamentos em relação a outras pessoas são duas dicas importantes para quem quer sentir-se bem. Dedique um tempo para desejar o bem às pessoas próximas. Quando puder, participe de atividades voluntárias.

9 – Faça exercícios
A vida sedentária é um caminho para que os problemas de saúde apareçam. E quem trabalha em fábrica precisa fazer exercícios de alongamentos para não ter problemas de LER (lesões de esforços repetitivos).

10 – Elimine os vícios
Uma dica para quem não consegue largar o vício é reduzir o consumo do cigarro, da bebida e dos jogos.

——– O que fazer no momento da tentativa ou a pessoa esteja pensando em suicídio ———

Segundo a OMS, durante a tentativa é recomendado que o conselheiro tome as seguintes medidas:

  • Esteja calmo, assim evita-se deixar a pessoa mais ansiosa ainda;
  • Seja empático. Encoraje a pessoa a abrir-se consigo quanto aos seus problemas e sentimentos;
  • Reconheça o suicídio como uma escolha, mas não como a melhor escolha para resolver seus problemas;
  • Escute atentamente o que a pessoa tem a dizer, intervindo sempre que necessário, e reforce positivamente a necessidade do cliente de cuidar de si mesmo;
  • Mantenha o processo de aconselhamento focado no momento e na situação atual;
  • Evite dar conselhos sobre problemas mais profundos até que a crise diminua;
  • Alerte dos riscos de sobreviver independente do método usado, algumas pessoas sobrevivem mesmo a tiros na cabeça e salto de grandes alturas (mesmo depois do décimo andar), enfatize a dor e sequelas de sobreviver e possível internação em hospital psiquiátrico para impedir ela de cometer de novo;
  • Remova o acesso a meios letais;
  • Ligue para um serviço de saúde para um aconselhamento mais adequado/Peça ajuda a outros profissionais (a intervenção multiprofissional é a melhor estratégia).

Passar tempo conversando com um suicida também ajuda a conter a impulsividade que frequentemente é necessária para a conclusão do ato. Deixar a pessoa dormir permite que ela se recomponha e que seus neurotransmissores se regulem. O conselheiro deve ficar atento para quando ela acordar. Quando ela estiver mais calma converse novamente com ela sobre a tentativa (é um mito achar que conversar sobre suicídio aumenta as chances dela cometer de novo). Lembre a pessoa do quanto todas as pessoas que gostam dela sofrerão se ele morrer, cite alguns exemplos (amigos, mãe, pai, avós, primos…) caso conheça, insista até encontrar exemplos adequados. Conversar sobre os problemas que levaram ela a desejar a morte e sobre possíveis formas de resolvê-los, tente levar a pessoa a pensar mais a longo prazo e em como seus problemas (quase sempre) tem solução. Se ofereça para ajudar.

(Fonte: Wikipédia)

—————————————– Onde procurar ajuda no Japão ———————————–

Disque Saúde
Serviço de informação e orientação médica e psicológica
Ligações gratuitas das 9h às 17h de segunda a sexta-feira
tel 0120-05-0062 celular 080-4083-1096 linha IP 050-6864-6600 site
http://www.disquesaude.jp/index.php

Disque SABJA
Serviço de Assistência aos Brasileiros no Japão
Tel geral 03-3401-3893 das 10 às 16hs de segunda a sexta
Tel aconselhamento psicológico e médico: tel 050-6860-4210
site https://sites.google.com/site/sitenposabjapt/

LAL Linha de Apoio aos Latinos
Quarta-feira das 10 às 21hs.
Sábado das 12 às 21hs Tel 0120-66-2488 ou 045-336-2488
site http://www.jso.5u.com/lal/new_page_2.htm

Linha da Vida (Hamamatsu)
Atendimento sexta-feira das 19:30 às 21:30hs tel 053-474-0333
site http://www.jona.or.jp/~wbs60252/Portuguese/Portuguese.htm

Centro Multicultural de Hamamatsu
Atendimento em Português – todos os dias, inclusive sábado e domingo das 9 às 17 hs
Consulta Psicológica das 9 às 17;30hs : terça a sexa, Sábados [1º,3º e 5º],  Domingos [2º e 4º]
Atendimento com hora marcada – tel 053-458-2310 Psicólogo Tito Oshima
site http://www.hi-hice.jp/hmc/consultation_pt.php#kokoro

————————————–  Leia também  —————————————–

Diga NÃO às drogas! Orientação aos pais e jovens! Comunicado da Polícia de Shizuoka

Por que os japoneses fazem aquela ginástica RADIO TAISO nas fábricas?                                       Saiba da importância e benefícios.

Você cuida da sua saúde? Saúde é o bem estar espiritual, emocional e físico                                 cada  vez maior e melhor! Dicas úteis!

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