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jun 16 2012

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Em caso de catástrofes e calamidades, seja um voluntário intérprete! Porque? Não sei falar tão bem assim…

Residir em outro país que não seja a sua terra Natal e não compreender o idioma deste país, poderá trazer grandes e graves problemas de socialização, adaptação e convivência, pelas diferenças culturais.

Imagine agora, você no Japão, morando numa cidade do interior, sem conhecer o idioma japonês e acontece uma catástrofe como terremoto, erupção de um vulcão, enchentes súbidas durante um taifu ou mesmo pego de surpresa por um tatsumaki (tornado)?

Muitos estrangeiros vieram ao Japão e conseguiram se adaptar graças ao sistema de intérpretes e tradutores disponibilizados nas empresas, nas escolas, nas instituições governamentais (prefeitura, hello work, policia, etc).  Este trabalho vem sendo construído pouco a pouco no decorrer dos 20 anos da história dos dekaseguis no Japão.

Mesmo com a divulgação de cursos de idioma japonês, nem todos os estrangeiros se alfabetizaram no idioma japonês. Muitos já conseguem uma “comunicação razoável” no seu ambiente de trabalho ou conversar com seus vizinhos japoneses.

Mas uma boa porcentagem dos estrangeiros ainda não está habilitado para se comunicar em japonês sem um intérprete por perto. E como fica no caso de emergência de uma calamidade ou catástrofes?

Um primeiro passo seria a conscientização daqueles que ainda não dominam a língua japonesa, em realmente se empenharem no estudo e prática, procurando cursos, professores, aprendizagem online.

O segundo passo seria a mobilização daqueles que conseguem entender a língua japonesa em estarem se organizando junto a entidades como Prefeitura, Polícia, Escolas na constituição de Voluntários Intérpretes em caso de Emergência.

Em muitas cidades, onde encontram-se residindo um considerável número de estrangeiros este trabalho já começou, e depois do terremoto de Tohoku em 11 de março de 2011, as mobilizações e preocupações aumentaram no sentido de fornecer aos estrangeiros orientações e informações para sobrevivência, convivência em abrigos, etc.

Mas por que fazer um serviço voluntário de intérprete ?

Num momento de crise, calamidades, catástrofe o que ajuda é a SOLIDARIEDADE. Todos que estiveram aqui o ano passado sabem muito bem disso. Cada um fazendo a sua parte! Cada um contribuindo com o que pode!

Quem tem o domínio superficial ou total da língua japonesa talvez não consiga entender o grau de dificuldade daqueles que pouco ou nada sabem. Pedir comida, orientação médica, procurar familiares e amigos,  entender o noticiário e instruções, solicitar qualquer tipo de ajuda… O sofrimento é muito maior. As dificuldades são maiores.

Se você sabe um pouco mais de Nihongo, habilite-se em sua cidade, para o corpo de intérpretes voluntários em caso de emergência. Os estrangeiros estarão ocupando os mesmos abrigos e refúgios depois de uma catástrofe e necessitarão da ajuda de alguém que saiba falar e entender melhor o idioma japonês.

Os governos das províncias e das prefeituras estão habilitando, informando, instruindo e orientando voluntários intérpretes para agir nesses casos.

————————– Voluntários Intérpretes da cidade de Okazaki ————————

Abaixo o comunicado da cidade de Okazaki, Aichi. Moradores desta região, vamos participar e divulgar.

São dois de curso:
dia 29 de Julho (domingo) das 13:00 às 16:30hs
dia 05 de Agosto (domingo) das 13:00 às 16:30hs
Local: Biblioteca LIBRA – 3° andar
Tel 0564-236644 ou shiminkyodo@city.okazaki.aichi.jp

 

 

 

 

 

 

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