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set 08 2011

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Saúde: Mediu sua cintura? E a pressão arterial? Saiba mais sobre cuidados com a síndrome metabólica no Japão.

Nas empresas anualmente são realizados os Exames de Saúde, conhecidos como Kenko Shindan(健康診断), onde é obrigatório um teste específico para diagnosticar a síndrome metabólica (メタホリック シンドロ-ム leia-se metabolikku sindoromu). Esse teste inclui, além da medição da cintura, coleta de amostras de sangue para avaliar o nível de glicemia e pressão arterial.  Síndrome metabólica é uma doença da civilização moderna, associada à obesidade, como resultado da alimentação inadequada e do sedentarismo. No próximo KENKO SHINDAN, preste mais atenção nos resultados e adote medidas de prevenção, se necessário. Se possível, reveja os resultados dos exames anteriores e controle bem os fatores prejudiciais à saúde, como pressão alta, peso acima, etc.

Síndrome Metabólica é coisa séria!

A síndrome metabólica começa com o acúmulo de gordura nos órgãos internos, o conjunto de fatores aumenta os riscos de infartos, derrames e diabetes e ataca pessoas principalmente a partir dos 40 anos, uma das fases mais produtivas da vida

Homem com cintura com mais de 85 cm de circunferência ou mulher com mais de 90 cm de cintura (medidas tomadas na altura do umbigo) podem ser portadores do distúrbio que vem ameaçando cada vez mais a saúde do trabalhador.

O problema é tão sério que o governo japonês estabeleceu prioridade a partir de 2008, de combate a esse inimigo. A preocupação é evitar que cresça o número de pessoas acima do peso. Especialistas da área de saúde recomendam um plano para mudar os hábitos alimentares dos trabalhadores em geral e incluir exercícios físicos em sua rotina.

Síndrome Metabólica no Japão

No Japão, o limite de cintura ideal para os homens é de no máximo 85 centímetros, e para as mulheres, de até 90 centímetros. As empresas e os governos locais têm a obrigação de medir as cinturas das pessoas com idade de entre 40 e 74 anos, como parte de seus exames anuais de saúde. Isso representa mais de 56 milhões de cinturas, ou cerca de 44% da população do país. Segundo o Ministério da Saúde, um em cada dois homens na faixa dos 40 ao 74 anos sofre do mal da síndrome metabólica, entre as mulheres, o índice cai para uma em cada cinco.

No caso dos estrangeiros, as medidas são diferentes. Para um europeu, a circunferência ideal da cintura para os homens seria de até 94 centímetros, quase 10 centímetros a mais em comparação aos asiáticos, já entre as mulheres, a medida cai para 80 centímetros.

A diferença ocorre porque os japoneses têm um metabolismo mais lento para processar a gordura, por isso para nós brasileiros é mais arriscado estar acima do peso, um ocidental tem um pâncreas maior, capaz de liberar rapidamente a insulina. Independente da nacionalidade, estar acima do peso, traz riscos à saúde.

A meta do governo japonês é diminuir em 10% o número de pessoas acima do peso até 2012. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 43% da população estão acima do peso. Desses, cerca de 21 milhões sofrem de Síndrome Metabólica.

Ministério da Saúde japonês argumenta que reduzir o excesso de peso manterá sob controle a expansão de doenças como o diabetes e derrames e ajudará a conter os custos em rápida expansão dos serviços de saúde, em uma sociedade que está envelhecendo. Segundo os dados de 2008 do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão, 13 milhões de pessoas (1/6 da população do país) eram portadoras da síndrome metabólica e outros 14 milhões faziam parte do grupo de risco. Esses números revelam que o povo japonês, conhecido pelos hábitos alimentares saudáveis, começa a ganhar um perfil mais rechonchudo. Praticamente todas as prefeituras do país oferecem serviços de check-up médico para pessoas a partir de 40 anos com o objetivo de detectar o distúrbio.

Entenda o que é  síndrome metabólica.

Na década de 80, um pesquisador chamado Reaven, observou que doenças frequentes como hipertensão, alterações na glicose e no colesterol estavam, muitas vezes, associadas à obesidade. E mais que isso, essas condições estavam unidas por um elo de ligação comum, chamado resistência insulínica. A valorização da presença da Síndrome se deu pela constatação de sua relação com doença cardiovascular. Quando presente, a Síndrome Metabólica está relacionada a uma mortalidade geral duas vezes maior que na população normal e mortalidade cardiovascular três vezes maior.

A insulina é o hormônio responsável por retirar a glicose do sangue e levá-la às células do nosso organismo. A ação da insulina é fundamental para a vida, participando também, por exemplo, do metabolismo das gorduras. Resistência insulínica corresponde então a uma dificuldade desse hormônio em exercer suas ações. Geralmente ocorre associada à obesidade, sendo esta a forma mais comum de resistência.

Síndrome Metabólica é um conjunto de fatores que, juntos, aumentam os riscos da pessoa desenvolver doenças cardíacas e a diabete ou sofre derrame (acidente vascular cerebral). Entre estes fatores estão a obesidade, a alimentação inadequada (rica em gordura e açúcar) e o sedentarismo, que podem elevar os níveis de colesterol e causar hipertensão e infarto, entre outros problemas.Ela tem como base a resistência à ação da insulina, o que obriga o pâncreas a produzir mais esse hormônio.

Fatores de risco da síndrome metabólica

♦Intolerância à glicose, caracterizada por glicemia em jejum na faixa de 100 a 125, ou por glicemia entre 140 e 200 após administração de glicose;
♦Hipertensão arterial;
♦Níveis altos de colesterol ruim (LDL) e baixos do colesterol bom (HDL);
♦Aumento dos níveis de triglicérides;
♦Obesidade, especialmente obesidade central ou periférica que deixa o corpo com o formato de maçã e está associada à presença de gordura visceral;
♦Ácido úrico elevado;
♦Microalbuminúria, isto é, eliminação de proteína pela urina;
♦Fatores pró-trombóticos que favorecem a coagulação do sangue;
♦Processos inflamatórios (a inflamação da camada interna dos vasos sanguíneos favorece a instalação de doenças cardiovasculares);
♦Resistência à insulina por causas genéticas.

Diagnóstico: Como conferir se está apresentando fatores de risco?

O diagnóstico leva em conta as características clínicas (presença dos fatores de risco) e dados laboratoriais Apenas a medida da cintura não indica que a pessoa tenha a síndrome. Para saber se é portadora precisa-se também, fazer exame de sangue e aferir a pressão arterial.

A presença de três dos cinco fatores de risco abaixo é sinal de existência da síndrome metabólica. Confira:

(1) Grande quantidade de gordura na região abdominal
Homens : cintura com mais de 85 cm de diâmetro.
Mulheres: cintura com mais de 90cm de diâmetro.

No exame médico encontrará como: 腹囲(harai/circunferência abdominal)

(2) Baixo HDL (colesterol bom) –
Homens: menos de 40mg/dl.
Mulheres: menos de 50mg/dl

No exame médico encontrará como HDL コレステロル (colesuteroru)

(3) Trigicérides (nível de gordura no sangue) elevado –
Homens e mulheres : 150mg/dl ou superior

No exame médico encontrará como 中性脂肪 (chuuseishibou)

(4) Pressão sanguínea alta
Homens e mulhres: 13.5 x 8.5 mmHg ou superior

No exame médico 血圧 (ketsu atsu)

(5) Glicose elevada –
Homens e mulheres com 110mg/dl ou superior  – encontrará como 血糖 (kettou) glicose

Prevalência

As manifestações começam na idade adulta ou na meia-idade e aumentam muito com o envelhecimento. O número de casos na faixa dos 50 anos é duas vezes maior do que aos 30, 40 anos. Embora acometa mais o sexo masculino, mulheres com ovários policísticos estão sujeitas a desenvolver a síndrome metabólica, mesmo sendo magras.

Sintomas

Praticamente todos os componentes da síndrome são inimigos ocultos porque não provocam sintomas, mas representam fatores de risco para doenças cardiovasculares graves. Na maioria das vezes, a síndrome não causa sintomas. Mas ataca o corpo de forma implacável. O distúrbio faz que a insulina aja menos nos tecidos, obrigando o pâncreas a produzir mais quantidade da substância, que fica circulando no sangue, ao invés de se transformar em energia. Esse processo pode levar à diabetes.

A síndrome também faz que os ácidos graxos da barriga se transformem em triglicérides. Estes, “atacam” o HDL (bom colesterol) tirando seu poder de proteger o coração. Por outro lado, os triglicérides aumental o poder do LDL (mau colesterol) ajudando na formação das placas de gordura, que entopem as artérias e podem levar ao infarto ou à morte.

Tratamento

Como a obesidade é o fator que costuma precipitar o aparecimento da síndrome, dieta adequada e atividade física regular são as primeiras medidas necessárias para reverter o quadro. No caso de existirem fatores de risco de difícil controle, a intervenção com medicamentos se torna obrigatória.

Recomendações

A prevenção é facil. Alguns procedimentos no dia-a-dia são suficientes para evitar a síndrome metabólica:

*  Passe por avaliação médica regularmente, mesmo que não esteja muito acima do peso, para identificar a instalação de possíveis fatores de risco;

* Lembre-se de que a síndrome metabólica é uma doença da civilização moderna associada à obesidade. Alimentação inadequada e sedentarismo são os maiores responsáveis pelo aumento de peso. Perder peso não significa fazer regime rigoroso deixando de comer. Perder peso com saúde, selecionando os alimentos de acordo com as necessidades de cada um (taxa de gordura, taxa de açúcar, taxa de colesterol, etc).

* Coma menos e mexa-se mais. Escolha criteriosamente os alimentos que farão parte de sua dieta diária. Perca peso. Prefira alimentos mais saudáveis (sem gordura). Evite ingerir muito acúcar.

* Mude seu estilo de vida e deixe o sedentarismo. Pratique uma atividade física (caminhar ou andar de bicicleta, por exemplo) por pelo menos 30 minutos diariamente. Deixe o carro em casa e caminhe até o mercado ou kombini. Sempre que possível, use as escadas em vez do elevador. Atividade física não é só a que se pratica nas academias. Se você tem um histórico de doenças agudas ou crônicas, ou se está em tratamento médico, procure conversar com o seu médico sobre quais atividades físicas seriam recomendadas para o seu caso. Nunca inicie exercícios físicos sem consultar um médico antes se você tem problemas cardíacos, de pressão arterial, diabetes, etc.

* Evite cigarro e bebidas alcoólicas que, associados aos fatores de risco, agravam muito o quadro da síndrome metabólica.

Atenção: As pessoas que apresentarem índice  BMI acima de 25%, deverão também observar os fatores de risco, mesmo que a medição da cintura esteja dentro dos padrões, indenpendente se tem mais 40 anos ou não.  O BMI é a medida do seu peso dividido pela sua altura e novamente dividido pela altura.

 

 

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Obesidade Infantil e na Adolescência

Cereais Integrais: Por que são tão bons?
AVC – Acidente Vascular Cerebral

IPC digital  :
Alimentação equilibrada: sinônimo de vida saudável
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Gordura Trans – Chegou a hora de tirá-la do seu dia-a-dia
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Sobre  crianças e adolescentes:
Freqüência de síndrome metabólica em crianças e adolescentes com sobrepeso e obesidade

A OBESIDADE INFANTIL E RISCOS À SAÚDE

Revista Adolescência e Saúde

Fonte: ABC da Saúde, IPC digital, Revista Saúde, Drauzio Varela, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

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