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set 18 2012

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Terremoto de Tohoku: coleta e distribuição de entulhos do desastre, um grande problema a ser resolvido.

 

Terremoto e Tsunami Tohoku –  11 de Março de 2011

Estima-se que a região de Tohoku  (Miyagi, Iwate e Fukushima) tenha acumulado 22 milhões de toneladas de destroços. Somente 6% foram incinerados ou reciclados até março de 2012. O governo federal tem feito pressão para que os s Estados recebam o lixo e reciclem o que for possível. Os índices de contaminação detectados nas pilhas mais próximas de Fukushima dificultaram a remoção.

Saigai haikibutsu – entulhos do desastre, coleta e distribuição. As razões para a demora são várias.

Grande quantidade de material.

 Para se ter uma ideia, o volume equivale a cinco anos de coleta de lixo na cidade de São Paulo. No quadro abaixo,  montante que foi acumulado após o desastre natural em Tohoku em Iwate é equivalente ao lixo que seria produzido em 9 anos (2010 em condições normais produziu 450 mil toneladas) . Depois do terremoto e tsunami, o lixo acumulado foi de 3.950.000 toneladas.  O gráfico também mostra que em MIYAGI, em 2010 foi produzido 820 mil toneladas de lixo, depois do terremoto e tsunami um montante de 12 milhões de toneladas, o que levaria em condições normais para Miyagi, cerca de 15 anos para produzir tal volume.

Tentativa de evitar mais poluição, uma vez que o país é uma ilha com recursos e espaços já limitados. Assim, em vez de optar pela solução mais fácil, como incinerar ou enterrar os destroços em um aterro, os japoneses estão separando os resíduos e reciclando ou reutilizando tudo o que podem.

Os troncos de árvores estão sendo enviados para uma usina de papel, restos de madeira vão para uma companhia de cimento para serem usados como combustível e o entulho está sendo reciclado como material de construção ou pavimentação de vias. As leis japonesas estabelecem que os fabricantes de carros e eletrodomésticos como geladeiras, fogões e máquinas de lavar são responsáveis pela coleta de seus produtos no fim da vida útil. Mas o volume de destroços é tão grande que as empresas não darão conta.

O medo da radiação também tem atrapalhado o andamento da limpeza além do processo minucioso. Após o vazamento na usina nuclear de Fukushima, as cidades vizinhas se recusaram a ceder espaço para depositar os destroços, mesmo de localidades como Miyagi e Iwate, que estão fora da área de contaminação.

Mesmo com o gigantesco problema à frente, o Japão tem sido um exemplo de superação. A própria ONU espera aprender com a organização e eficiência do governo japonês para poder aprimorar as técnicas de gerenciamento de desastres em outras áreas do mundo.

 

 

Alguns dados recentes de 2012

Em 06.04.2012 foi divulgado o mapa abaixo contendo a porcentagem de cidades em cada província que aceitaram receber os entulhos para reciclagem e aterro:

 

O tratamento, separação dos destroços, alguns exemplos.

Miyagi, prefeitura de Onagawa-cho

Iwate, prefeitura de Miyako

Video – tratamento e separação por material de resíduos de Iwate, Miyako para serem enviados para Tokyo http://youtu.be/cAqCrVEbZqA

Ministério do Meio Ambiente e o trabalho de reciclar o lixo e entulhos.

 O Ministério do Meio Ambiente do Japão mantém uma homepage com informações sobre os escombros, o tratamento, o processo de  eliminação. Interessados poderão acessar este link http://kouikishori.env.go.jp/about/

Fonte: Batena.news, Ministerio do Meio Ambiente, Revista Epoca, Isto é,

Link permanente para este artigo: http://blog.suri-emu.co.jp/?p=8292

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