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nov 22 2012

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#Reflexão: A dificuldade de integração de brasileiros nascidos ou criados no Japão!

CSEM Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios publicou em 05 de Novembro de 2012 o artigo 【Segunda geração de Imigrantes brasileiros sobre exclusão no Japão

Este tema foi divulgado na mídia brasileira no começo de novembro. Mantivemos o mesmo título, para chamar a atenção dos pais para uma reflexão e um planejamento mais consistente e consciente da educação dos filhos brasileiros no Japão. Pais, educadores, empresários, órgãos consulares, todos devem estar atentos a este tema.

Muitos brasileiros que vieram ao Japão, eram considerados <japoneses> no Brasil, mesmo tendo nascido em terras brasileiras. Alguns até tiveram <complexo> por causa deste tipo de discriminação, ou seja, não eram vistos como brasileiros e sim como japoneses…  Atualmente no Japão, os brasileiros nascidos ou criados aqui, que frequentam escolas japonesas, sempre são vistos como <estrangeiros> , mesmo dominando a língua japonesa e estando bem adaptado à cultura e sociedade japonesa… Dilema!

Mas também encontramos brasileiros no Japão que não dominam nem o idioma português, nem o idioma japonês…

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a dificuldade de integração de brasileiros nascidos ou criados no exterior é mais grave no Japão. De acordo com o Ministério da Justiça japonês, há 36.869 crianças e adolescentes brasileiros de até 14 anos, ou seja, 17,55% do total de brasileiros residentes.. Ao contrário dos pais, eles não aceitam ser tratados como estrangeiros, mas possuem dificuldades como não dominar o idioma como os nativos.

Segundo a ministra Luiza Lopes da Silva, diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior do Itamaraty, sem o domínio completo da língua, acabam sendo identificados facilmente pelos japoneses e tratados como estrangeiros – mesmo sendo cidadãos do país.

“Os pais (desses jovens) vieram ao país com uma mentalidade diferente, só para trabalhar. Já a segunda geração vê (no cotidiano do japonês) como poderia ser a vida deles e como ela não é”, disse a ministra.

Esse problema não existe, segundo ela, em países onde o idioma é de mais fácil assimilação como os Estados Unidos e o Reino Unido.

Evasão escolar

De acordo Lopes da Silva, a segunda geração tenta frequentar escolas japonesas, mas muitos acabam abandonado as carteiras escolares e assim diminuindo suas chances de inclusão.

Os motivos da evasão são a dificuldade dos cursos e a incapacidade dos pais, que também não dominam a língua perfeitamente, de dar apoio nas tarefas de casa, algo essencial no sistema educacional japonês.

Segundo a ministra, outro termômetro dessa falta de integração é a baixa quantidade de casamentos entre japoneses e descendentes de brasileiros.

Além da barreira do idioma, as diferenças culturais e a alta concorrência no mercado de trabalho dificultam ainda mais a integração.

No limbo

“A situação dos filhos de imigrantes deve ser sempre acompanhada com atenção. Se crescer já é um processo cheio de descobertas, mesmo no país natal, o desafio é muito maior quando se mora em um país tão diferente”, disse o diplomata Paulo Henrique Batalha, da Embaixada do Brasil em Tóquio.

Já o sociólogo e professor da Universidade Musashi, Angelo Ishi, afirmou que os filhos de brasileiros correm o risco de não dominar bem nenhum dos dois idiomas.

“Não importa se é o português ou o japonês, o jovem tem de estudar e aprimorar os conhecimentos a ponto de poder manejar pelo menos uma língua em nível avançado”, afirmou.

Para Ishi, esses jovens estão num “limbo” entre a sociedade japonesa e a comunidade brasileira no Japão.

“A ironia é que, quanto mais um jovem sobe um degrau de escolaridade e se integra à sociedade japonesa, no geral, ele acaba se distanciando dos conterrâneos. Por isso, a comunidade brasileira continua órfã em termos de jovens líderes bilíngues”.

Para tentar amenizar os problemas enfrentados pelos jovens brasileiros, os governos brasileiro, japonês, e a iniciativa privada têm desenvolvido projetos.

Entre eles, está o Arco-Íris, do Ministério da Educação do Japão. Criado em 2009, o programa tem como objetivo a escolarização das crianças estrangeiras que moram no Japão.

Com ênfase no ensino da língua japonesa, o objetivo dele é facilitar a transição de alunos de escolas brasileiras para o sistema de ensino público japonês, gratuito. Mais de 5 mil jovens já foram beneficiados pelo projeto.

O Itamaraty vem monitorando o problema e tem projetos semelhantes de assistência a estudantes. O principal deles funciona em Hamamatsu.

Para Ishi, o grande desafio das próximas gerações de filhos de imigrantes brasileiros é conquistar diplomas universitários. “Não há fórmula segura para ascensão social, seja em qual país for, que não seja através dos estudos”, afirmou.

Para ler o artigo completo acesse http://csem.org.br/csem/noticias/467-segunda-geracao-de-imigrantes-brasileiros-sofre-exclusao-no-japao
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2012/11/05/segunda-geracao-de-imigrantes-brasileiros-sofre-exclusao-no-japao.htm – 05.11.12

 

 

Este é um tema importante, delicado e precisa ser pensado com muito carinho. No Japão, existe um trabalho do Consulado, de NPO, de Associações Internacionais que promovem palestras, debates, orientações e esclarecimentos.

Por mais cansados e atarefados que estejam os pais, é muito importante se conscientizar desta realidade e planejar com mais carinho o futuro das crianças. O importante é aprender bem um idioma, não importa se japonês ou português. E continuar estudando outras línguas depois.

Mas dentre os muitos brasileiros que estudam ou estudaram no Japão, há muitos exemplos de pessoas bem sucedidas na sociedade japonesa. Muitos brasileiros atualmente frequentam Escolas Profissionalizantes, Faculdades, Pós Graduação no Japão, dando continuidade aos estudos e procurando sempre formas de melhor adaptação ao cotidiano no arquipélago japonês.

Recomendamos a leitura dos artigos abaixo listados:

Seu filho é brasileiro e não fala o português? Motive e incentive a aprendizagem da língua materna. – Blog Suriemu

O ensino do português como língua de herança –

O aprendizado da língua portuguesa por crianças brasileiras que vivem fora do Brasil é mais importante do que se imagina. Além de ligá-las aos costumes e cultura do país de origem, o domínio do idioma português é um instrumento de identidade. Não é à toa que tantos grupos de brasileiros em países como Estados Unidos e na Europa se esforcem para ensinar a língua materna para os filhos. Mas agora o assunto que era restrito a comunidades assumiu proporções maiores. Site da Revista Educando. Leia mais aqui

Por um retorno mais cuidadoso

O retorno ao Brasil de uma criança que estudou vários anos em escola japonesa é bem mais complicado do que os pais imaginam. Logo que chega, ela tem que se adaptar rapidamente ao novo ambiente, a um idioma estranho e também a um sistema de ensino completamente diferente. E por não conseguir verbalizar o que sente, ela demonstra que está descontente de várias formas. Site da Revista Educando. Reportagem de  Antônio Carlos Bordin. Leia maisaqui

Os benefícios da educação bilíngue

O ensino bilíngue é um tema que vem sendo bastante estudado por educadores e psicólogos no mundo. Uma pesquisa divulgada este ano pela Universidade de Granada, na Espanha, por exemplo, mostrou que o bilinguismo ajuda a melhor a memória e a atenção da criança. Site Revista Educando. Leia mais aqui

O que é o Projeto Kaeru?

O Projeto Kaeru tem como objetivo oferecer um trabalho de intervenção psicológica, social, psicopedagógica, de acompanhamento e de reforço escolar às crianças do ensino fundamental da rede estadual de educação que, em decorrência dos processos migratórios, mais precisamente, do movimento de trabalhadores brasileiros ao Japão, apresentam dificuldades na aprendizagem, pouco conhecimento da língua portuguesa, dificuldades nas relações interpessoais, de (re)adaptação à sociedade brasileira, gerando como conseqüência problemas sérios ao seu desenvolvimento, aos seus familiares, às escolas e a todos aqueles que convivem com elas. Site do ISEC Instituto de Solidariedade Educacional e Cultural. Leia mais aqui

Em duas línguas

Uma grande mudança vem marcando, nos últimos anos, o movimento migratório de brasileiros para o Japão. O chamado movimento dekassegui, que, em seu início, se caracterizava pela curta permanência dos migrantes no estrangeiro mudou de cara.  Se nos anos 90, a grande maioria era formada por homens solteiros ou casados que migraram sozinhos, a tendência agora é da formação de famílias. Por isso, uma das grandes preocupações dos migrantes e dos governos está na educação das crianças brasileiras no Japão. Dentre várias outras questões, uma tem se sobressaído nas discussões da comunidade. Pais e educadores perguntam: “é possível educar os brasileiros como bilíngues no Japão?” Site Overmundo, reportagem de Roberto Maxwell  Leia mais aqui 

Como ensinar português e japonês ao seu filho

Peço aos brasileiros que vivem no Japão que pelo menos conversem com seus filhos em português. Senão, um dia vc só vai conseguir falar coisas básicas com ele em japonês. Discussões mais difíceis ou falar de seus sentimentos ficará muito díficil. Falta de tempo não é desculpa. Perceba que vc está tirando uma oportunidade da vida dele. Como será se um dia vc voltar ao Brasil e seu filho não dominar a língua portuguesa? Por outro lado, se pretende viver no Japão, é essencial que vc e seu filho aprendam o japonês. A vida dos dekassêguis tomou outros rumos. O ideal seria aprender ambas as línguas. Sem se esquecer do inglês. Quem não domina o inglês hoje em dia, é um analfabeto em nível mundial. Elisa no Blog fala da própria experiência. Leia mais aqui 

Ensinando Português a brasileirinhos do exterior

Todo mundo que mora fora do Brasil, que pensa em voltar ou que simplesmente não quer perder as origens, pensa nesse assunto, cedo ou tarde.
E é complicado ensinar a Língua Portuguesa, cheia de truques, mudanças ortográficas, verbos irregulares, esses, cês e cedilhas, gês e jotas. Blog Materna Japão fala da própria experiência. Leia mais aqui

A importância da alfabetização

Ensinar aos filhos a falar e escrever em português pode parecer uma luta inglória, já que as crianças em escolas japonesas permanecem a maior parte do dia em contato com japoneses e falam apenas no idioma local. E resta pouco tempo para os pais, que trabalham o dia todo, sentarem com o filho para ensiná-los algo em português. Mas se tem uma coisa que os pais não podem pensar nessa hora é em desistir.

“Existem várias formas de os pais ajudarem os filhos nessa tarefa. Podem incentivá-los a fazer aquele jogo de caça-palavras ou mesmo escrever a lista de compras quando forem ao mercado”, explica. “São coisas simples para as crianças terem um contato maior com a língua materna. Quando os pais incentivam os filhos a estudar, dando valor ao aprendizado da língua portuguesa, tudo fica mais fácil”, garante. Site da Revista Educando, texto de Antonio Carlos Bordin. Leia mais aqui

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